camino

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miércoles, 5 de mayo de 2010

Já tenho as cores que preciso







Já tenho as cores que preciso




Em uma paleta invisível nascem palavras

Bailam em sobre tons

Que se contradizem

Sem nada dizer



Olho só o que não vejo em um horizonte



Em frente da tela em branco



O cérebro computa confuso



Não se encontra em tanto absurdo



E está ali em meio, eu já vi.



As vidas, os dias, os cigarros, as fumaças que ficam

opacos,



Os ponteiros que marcam

Volto às mesmas palavras

Que se oculta

M em frases desco

nexas

Marcam os ponteiros

Sempre na mesma frase

Esse idioma não te pertence,

Ponto.

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